Com 'um golpe de mestre', Juliano Cruz enfraquece grupo da prefeita


Um golpe de mestre. Assim, podemos definir a ação do pré-candidato a prefeito de Jacobina, Juliano Cruz, que numa grande manobra política junto às executivas estadual e nacional do Democratas – DEM - subtraiu do grupo da prefeita não apenas um partido tradicional e bastante denso a nível local, mas acima de tudo quadros importantes da política atual. 
Para que se possa entender, os políticos que estão hoje filiados ao DEM, Luciano da Locar (vice-prefeito), Clériston Alves (presidente da Câmara), Gildo Mota (vereador), Jane Márcia, Robério Wanderley, Marizete Teófilo, Tereza Aquino (suplentes), dentre outros que compunham até então a base aliada da prefeita, terão agora que seguir orientações de Juliano Cruz e do seu grupo, caso pretendam voltar a disputar cargos eletivos na eleição do próximo mês de outubro. 

Juliano, que já preside o PR – Partido da República, e que vem com nomes fortes para disputar cadeiras na Câmara de Vereadores, passa a controlar também o Democratas e poderá assumir o comando de um terceiro partido político, não declarado, por não ter ainda finalizado as negociações. 
O PR, partido ao qual Juliano é filiado, possuía na legislatura passada, três vereadores, presidente da Câmara, suplentes e outras lideranças políticas filiadas em seus quadros. 
Preocupado com a ascendência e com a força do partido, o líder do grupo da prefeita, ao assumir o poder em 2009, e utilizando-se de expedientes escusos, cooptou um a um, todos os seus vereadores e suplentes, com o intuito claro de esvaziá-lo e enfraquecer politicamente o seu líder Juliano Cruz. 

Se voltarmos ao passado, iremos lembrar que, na eleição de 2008, o ex-prefeito Leopoldo Passos, numa ação semelhante, cooptou, na última hora, um dos partidos da base aliada de Rui e Juliano, o PDT, levando para sua base não somente uma sigla partidária, mas nomes de expressão da política local como a ex-vereadora Aída e o ex-vereador Dr. Aloísio, dentre outros. 
Desta vez, Leopoldo recebeu o troco, afinal acaba de perder para Juliano o DEM, partido mais forte da sua base aliada e que detém atualmente a maior representatividade no Legislativo local, além de algumas lideranças políticas. 
Este fato, além de grande repercussão, gerará, sem dúvida, intensa movimentação nos bastidores do processo sucessório municipal, vez que se traduziu demasiadamente em dividendos eleitorais para a oposição e enorme prejuízo à situação, que terá agora pouco tempo para correr atrás da irreparável perda, vez que o prazo para as convenções partidárias e coligações encerrará no final deste mês. 

Diante deste novo cenário, Juliano, que já havia colocado seu nome à disposição do grupo para concorrer ao cargo de prefeito, se fortalece para pleitear a disputa, apesar de reiterar que caso o líder deste grupo, Rui Macedo, homologue sua candidatura, o apoiará. 
Vale lembrar que no âmbito estadual o PR acaba de migrar para a base aliada do governo, fato que poderia facilitar entendimentos com o deputado Amauri Teixeira, com quem diz ter bom relacionamento, visando uma possível composição de alianças para os pleitos de 2012 e 2014. 

O mais notável em todo esse processo é que todos os pleiteantes apresentados até aqui (Rui, Juliano, Zé Amin e Amauri), independentemente de estarem em partidos de dentro ou de fora da base do governo estadual, fazem oposição ferrenha ao governo municipal, sendo este o fator que mais poderá pesar a favor de uma possível união de todos estes quadros visando derrotar o grupo da prefeita que hoje detém o poder.

Hellisson Souza
Fonte/Reprodução: Corino Urgente



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1 Comentários

  1. A população de Jacobina e os seus distritos não merecem essas pessoas que estão aí,dizendo que estão nos representando, quando pensam só em seus interesses particulares. Chega de Rui Macedo, Valdice Castro, Leopoldo Passos, vamos excluir esses "espertalhões" da carreira pública de nosso município.

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