Coluna: O vice que não fica em segundo plano

"O vice prefeito é muito importante sim. Jacobina é grande e uma pessoa não consegue administrar sozinha. Vou estar no meio da rua, no meio do povo." 


Palavras do Vice-Prefeito de Jacobina José Maria Fagundes (à direita) em entrevista cedida à Jacobina FM em 11 de agosto de 2012 quando ainda pleiteava uma vaga junto à Coligação Para Reconstruir Jacobina. Na mesma entrevista ele ainda acrescentou que era uma pessoa operacional, que vivia o dia a dia da cidade, que ia às feiras, às esquinas e sabia das dificuldades das pessoas.

Pois bem, o ano agora é 2013, o mês é de fevereiro e o dia é 23, portanto estamos há 54 dias da posse e já podemos fazer um resumo sobre a administração do vice-prefeito de Jacobina, este que, segundo a Constituição Federal Artigo 29, I e II, é o segundo em exercício no cargo do executivo municipal eleito através do voto direto juntamente com o prefeito, de modo vinculado. 

Resumo: Ao contrário da grande maioria dos "vices" que por ali passaram, o Fagundes não foi para o anonimato político, ou seja, não se contentou em ter o salário do silêncio e do fica quieto. Com seu jeito alegre e espontâneo de interagir com a comunidade ele continua indo às praças, segue o costume de sentar no parlatório da esquina, continua abraçando o povo e batendo na mão com um soco ao finalizar o contato como fez em sua campanha na corrida dos vice-prefeituráveis. 

São muitos os relatos sobre o corpo a corpo do vice, exemplificamos aqui alguns: 

A missão da negociação com o Hospital Regional foi dada ao Secretário de Saúde e ao corpo jurídico, porém, lá estava ele comparecendo às audiências junto a Promotora Dra. Rocío Garcia, acompanhando de perto o "andar da carruagem"; 

Foi dada à Secretária de Educação a missão de resolver os problemas enfrentados no dia a dia das escolas, porém, lá estava ele em seu gabinete recebendo mães de alunos, ouvindo suas necessidades, críticas e sugestões. Acham que ele passou a bola para a secretária? Com seu macacão de operário com marca registrada de quem parou de resolver os seus, para resolver os dos outros, ele subiu serra até a escola em questão e, em reunião com os professores, colocou as cartas na mesa, conferiu nomes em sua cadernetinha de bolso, identificou os culpados e deu um basta no problema, claro que com seu jeito carismático e sem precisar se impor. Contam as testemunhas que ele até colocou uma funcionária para fazer a coreografia do Ziriguidum! 

Esse é o José Maria Fagundes, o homem que muitas das vezes parou de tomar seu café para atender à porta e intermediar uma vaga de emprego na Yamana Gold, que não exitou em passar óleo de peroba em quem julgava necessário, para defender o povo, que não deixou de lado seus amigos da Praça da Matriz e que principalmente não se deixou levar pela função Fantoche, arregaçou as mangas, dobrou a barra da calça e pusera-se a lutar em prol da organização e em ações de cunho social. 

Que este cidadão sirva de exemplo para muitos outros vices que ainda passarão por aquele paço municipal. Parabéns José Maria Fagundes, e que estes dois meses que se passaram sejam apenas um prato de entrada para tudo que o senhor ainda irá oferecer para nossa cidade que é tão faminta de trabalho sério. 

Diário da Chapada - Por Igor Fagner



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